O escritor apaixonado

Entre as letras se esconde
Na alegria ou na tristeza
Seus pensamentos compartilha.

É sonho que vira realidade
É a realidade que vira fantasia
Chove no amanhecer
Lágrimas caem no entardecer.

Não lamenta o passado
Se encanta pelo futuro
Se lança em viagens nas palavras
A todo instante 
Sozinho ou buscando a sua amada.

E quando desatento
O amor lhe encontra
Ou pela Bela é resgatado.

As letras mudam
O coração se conforta
Se aconchega, ao receber um abraço quente.

Nas palavras e em seus rabíscos
O amor chegou
Chuva doce
Doce mel
Beijo doce
Quem sabe um dia lua de mel.

Tudo fica fácil
Letras decoradas, rabiscos 
Tudo é perfeito
Corações em cada detalhe
Ao se lembrar de um suave beijo.

Ao escritor apaixonado
Que ainda tem uma história a contar
Agora não mais sozinho.

Enfim arruma suas malas e vai viajar
Ao lado de sua amada
No mar azul da felicidade.

E agora? Eu voltei no tempo!

Ao adormecer algo estranho aconteceu
Um escritor enamorado voltou no tempo
Loucura ou devaneio.

Mais uma vez eu estou ao seu lado
Onde naquele momento tudo aconteceu
Eu errei e te perdi
Dessa vez eu lhe amei!

Fui héroi eu valorizei seu amor
Seu sorriso e abraço
Lágrimas cairam.

Eram de alegria
Dessa vez eu não perdi você!
Sonho contagiante
Me fez voltar a realidade.

Viajando no tempo do sonho
Acordei ao lado dela
Doce amada
Minha realidade.

Um café fui preparar
Ela é minha felicidade
Meu amor e alegria
Eu nunca mais voltei no tempo.

Meu primeiro Beija-flor

Um novo dia 
Vento e brisa
Em suave amanhecer.

Chaleira aquecida
E o Café quente
Servido na beira de velho fogão de barro.

Da janela em moldura natural
Estão vivas as flores no campo
São perfeitas obras de Arte
Natural fascinacão.

Espero o tempo correr
Passa devagar tempo veloz
Contemplo da janela as nuvens
A chuva além da montanha. 

Até que chega quem tanto espero
Pequeno colibriAmigo queridoPequeno Beija-flor.

As horas passam e ele passeia
Por entre as flores
Pequena ave segue seu destino
Até  novo raiar do dia.

E mais uma vez voltar a me encantar
Sendo o meu primeiro Beija-flor
Que todas as manhãs vêem encantar o meu jardim.

Apenas um beijo…minha viagem além das estrelas

Não me perderá 
No horizonte
O sentimento que nasceu
Vai continuar.

Fique a contemplar a noite encantada 
Preciso ir além das estrelas
Colher as flores mais lindas
Inesquecíveis rosas estelares
Para voltar ao seu coração.

Entrego meu sorriso
Minha razão de viver
Me de apenas um beijo
Antes de partir
Eu te amo
Volto no amanhecer

Eu e minha máquina do tempo

São 16:45 no velho relógio de bolso
É inverno em Londres
Fria tarde de 1875.

Dias que passam sem sol
Apenas nuvens vem dançar
Carregadas pelo vento, e pelo tempo.

E na sala vazia fica
Uma mesa
Uma cama
Uma cadeira

E a máquina de escrever.

E na mesa a xícara de chá
Um prato com bolo
Talvez doce, ou não.

Aqui as paredes não tem cor
Nesta velha casa
Abrigo de histórias
De cavaleiros e damas.

O meu coração bate
Está lento, já não é mais o mesmo

A idade avança
Os olhos cansam
A vida acaba

Nesta casa.

A minha fuga é a velha máquina
Me transporta para muitos lugares

Viagens que foram feitas
Ou apenas sonhadas.

Sem sair do lugar
Nesta tarde eu posso
Viajar no tempo.

Permito que meus dedos calejados
Encontrem na máquina
Os números 2.0.1.7, e começo a viajar pelo espaço e pelo tempo.

Em minha loucura, sonho ou ilusão
Abro meus olhos
E me encontro ao seu lado.

Um jovem escritor 

Que escreve sobre o tempo
E percebo que foi ele a me libertar.

Daquela velha casa em Londres
Em uma fria tarde de inverno

Quando escreveu em sua estranha máquina.

Ano 1875, Londres. ( Vim lhe salvar)

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